RS recebe sementes de feijão da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, enviou, nessa semana, oito variedades de sementes de feijão que serão plantadas no Rio Grande do Sul. As amostra serão testadas em 13 municípios gaúchos, na próxima safra.

Amostras-de-feijao-preto

Feijão preto

Essa iniciativa é conseqüência de um curso realizado pelo Centro Nacional da Embrapa – Arroz e Feijão, em Porto Alegre, para 20 técnicos da Emater/RS-Ascar, no mês de outubro. Agora, as variedades serão testadas e as tecnologias propostas no treinamento serão desenvolvidas na prática, visando à melhoria da produtividade da cultura.

Segundo o assistente técnico estadual de feijão da Emater/RS-Ascar, Dulphe Pinheiro Machado Neto, cada município irá receber 16 quilos das sementes, que foram aprimoradas com o intuito de melhorar a qualidade dos grãos produzidos no Estado. Após esse período de experiência, as tecnologias aplicadas nas unidades demonstrativas serão compartilhadas com outros agricultores.

Essa é a segunda vez que as amostras são avaliadas por produtores gaúchos e, no ano passado, os resultados foram positivos. Em Sobradinho, por exemplo, a Emater/RS-Ascar organizou o Dia do Campo. Os conhecimentos foram partilhados entre técnicos, produtores e pesquisadores que elegeram a semente que melhor se adaptou às condições climáticas e de solo da região. Lá, o feijão do tipo BRS – Supremo teve uma produtividade de 3.098 quilos por hectare.

Em 2009, as variedades de feijão recebidas foram BRS – Supremo, BRS – Valente, Diamante Negro, BRS – Pontal, Perola, BRS – Vereda e BRS – Radiante.

Entidades discutem programa de alimentos da CONAB

O auditório da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre, foi a sede do Colóquio sobre Segurança Alimentar Nutricional Sustentável, realizado pelas entidades Maria Mulher e Rede de Mulheres Negras para SANS. O encontro, que ocorreu na tarde de quinta-feira, 22 de outubro de 2009, teve como tema principal o Programa de Aquisição de Alimentos, da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB. Foto de Kátia Marcon, extraída do site da Emater/RS
Junto com os organizadores, representantes do Conselho Regional de Nutricionistas, do Movimento de Pequenos Agricultores e do Fórum Estadual de Segurança Alimentar, avaliaram o PAA. A iniciativa é uma ação estruturante de estratégia do Fome Zero que, além de distribuir produtos agropecuários para pessoas em situação de insegurança alimentar, incentiva o desenvolvimento da agricultura familiar.
A ajuda vem após a colheita, quando o agricultor vende a produção para o programa de forma a recuperar o investimento e o custeio da lavoura. Esses alimentos são direcionados para a formação de estoques ou para à doação.

A lider comunitária Saraí Soares ressaltou a importância dessa iniciativa na comunidade onde atua, o bairro Glória, na capital. Mas frizou que os mantimentos não são entregues desde junho. “As creches populares precisam de leite, não tem como enganar uma criança com água”, diz. A crítica da participante é para a questão burocrática do PAA que, muitas vezes, atrasa a entrega dos alimentos. Mesmo assim, ela destaca a qualidade do que é entregue. “É excelente, os alimentos são bons”, completa.

O colóquio faz parte da programação da Semana Estadual de Alimentação, que tem como tema Alcançar a Segurança Alimentar em Época de Crise.

 

Sicredi libera R$ 900 milhões nas operações do Plano Safra

O Sistema de Crédito Cooperativo liberou, em agosto, mais de R$ 900 milhões em contratações de custeio do Plano Safra 2009/2010. Desse valor, R$ 340 milhões foram para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar do Governo Federal, o PRONAF. O Sicredi estima, ainda, encerrar o ano de 2009 com uma carta de crédito rural superior a R$ 3,5 bilhões, cerca de 25% superior ao verificado em 2008.

A instituição financeira, que está no mercado desde 1902, atua diretamente com produtos e serviços para a agroindústria em 10 estados brasileiros. Dessas regiões, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são as que produzem e necessitam de maiores injeções de renda. Segundo o coordenador de crédito rural do Sicredi, Luis Veit, o produto que pede uma demanda maior de gastos com plantação, compra de equipamentos e comercialização é a soja.

Ele explicou, também, que em torno de 70% dos ruralistas rio-grandenses são sócios das cooperativas, já que os bancos não disponibilizam tantas vantagens, em taxas e facilidades, para esse mercado. “Nós oferecemos três níveis de recursos: custeio, investimento e capital de giro”, detalha. Veit disse, ainda, que esse tipo de agente encontra no interior do estado o público não alcançado pelas instituições financeiras tradicionais.

O gerente de comunicação da unidade Sicredi Central, Ivan Novello conta que referente à crise internacional sentida no primeiro semestre do ano, os associados não correram riscos já que recebem investimentos do governo e que a própria cooperativa atua localmente. “O Sicredi não investe em outros lugares, se tem uma unidade em Passo Fundo, os lucros são investidos na região”, explica.

Novello revelou que a empresa expandiu conforme o povo gaúcho migrou para outros estados. Atualmente, existem 130 cooperativas no Brasil com 1,4 milhões de associados. Esses números se devem, também, às outras áreas em que a instituição opera, para além da rural. “É perigoso focar num só setor, se a indústria quebra, a empresa acaba por quebrar junto”, esclarece.

Além disso, a agente financeira incentiva à sociedade com meios de fidelização e caráter social. Pertencer e Crescer são dois dos programas que mostram para o associado as melhores formas de participar ativamente e investir de forma consciente em uma cooperativa de crédito de nível nacional, mas com atuação regional.